A semente foi arrancada de sua própria germinação, era fato, porém, inesperado.
Esperei ajuda de todos, mas continuei ali, quieto fazendo nada, do meu jeito errado mesmo.
Sei que não ia acabar nada bem, mas por algum orgulho mentiroso ou por amor a si próprio, mergulhei nas minhas próprias agustias e me senti seguro até certo ponto, depois fui me sentindo fraco, fui percebendo cada vez mais que realmente nada ia terminar bem. Devia sentir-me aliviado, disposto a fazer tudo aquilo que um dia imaginei. Mas fui pego de surpresa como quem leva um soco na cara. Não foi de surpresa, eu sabia, mas não esperava. O melhor é que ainda falta muito mais dor para encarar, muito mais, somente o corte foi feito, falta a ferida ser aberta, inflamada e por fim cicatrizada. É nessa hora que você se recupera e constrói outro mundo dentro de você, se alto liberta e não liga pras indignações do passado, nem mesmo os amigos que lhe deram rasteira. Resultado: você se sente feliz com isso tudo? Nada foi benéfico para mim, apenas a forma do desfecho. Afinal, que voltas o mundo falta dá mesmo!?
Canto da Ingenuidade
Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever. ⇨ Clarice Lispector
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quinta-feira, 7 de maio de 2015
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Só assim eu sei
O que e onde perdi
Se realmente vivi
Nos lugares que passei
Só assim eu sei
Quem se importa
Quem baterá na minha porta
Quando eu triste ficarei
As horas parecem não passar
Uma dor que já não passa
Um olhar frio da espera
E o sol ainda não amarela
Pra me ver alegrar
Seguirei só, comigo mesmo
Mesmo que todos tenham dó
Eu faço um DÓ e espero o Sol
E as estradas onde andei
Esperam a alegria
De me ver um dia
Só assim eu sei.
(Lucas Barbosa)
O que e onde perdi
Se realmente vivi
Nos lugares que passei
Só assim eu sei
Quem se importa
Quem baterá na minha porta
Quando eu triste ficarei
As horas parecem não passar
Uma dor que já não passa
Um olhar frio da espera
E o sol ainda não amarela
Pra me ver alegrar
Seguirei só, comigo mesmo
Mesmo que todos tenham dó
Eu faço um DÓ e espero o Sol
E as estradas onde andei
Esperam a alegria
De me ver um dia
Só assim eu sei.
(Lucas Barbosa)
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Meu eu errado
Queria muito me entender.
Mais do que qualquer indivíduo que cruza o meu caminho e se faz essa pergunta inerte que nunca terá esclarecimento.
Um pouco estranho, bambo, que procura reciprocidade em tudo e acaba não achando. Pouco de louco, bobo, que acha tudo o que não deveria ser achado. Meio infeliz com certos momentos que, se já não quis, tanto faz ou tanto fez. Insuficientemente sagaz, onde no meio de uma guerra, tira-se a paz. Amavelmente parasita, que por necessidade ou por acaso, faz do seu sangue um extrato.
Luto entre palavras mal ditas e fico de luto pelas não discutidas, e quando o problema se impõe, reviro meu poema, retiro minha cabeça à quaisquer ameaças ironicamente afáveis.
Sou oposição a tudo. Do formidável ao detestável, do sublime à uma mixórdia. Não tenho hora pra ficar triste/feliz. Sou como o vento me leva, em sopros favoráveis ou desfavoráveis. Faço do momento meu estilo de vida, só assim, viverá em um dia, o que os entendedores vivem em uma semana.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Quantas vezes eu vi
Quantas vezes eu vi
A saudade voltar
E o mundo desabar
Num espaço vazio
Os olhos cobrirem de angústia
A lágrima meio murcha
Que eu mesmo bebi
Quantas vezes eu vi
Seu sorriso almejando
No espelho que refleti
Descontente e chorando
Ah, eu me lembro bem
Do sorriso que comi.
E eu sorrindo também
Me pus a assistir
Que doce palavra!
Que tempo que vivi!
Já não voltava, e
Por mais que amava
Estivera sempre aqui
E da brisa se brotava
O bálsamo que senti
E que nunca acabava.
Quantas vezes eu vi
Lucas Barbosa
sábado, 30 de março de 2013
A Madrugada
A madrugada sempre é companheira dos solitários. A que mais sabe das coisas, das intimidades, dos amores, de quem odeia quem, de quem ama quem. E ela calada, escuta muita gente chorar baixo para não acordar o vizinho, e te dá o maior conforto da mágoa.
De tão quieta chega a ser pavorosa, é o espaço curto para o infinito pensante.
Não tem preconceitos. Seja raiva, amor, ódio, solidão, arrependimento, culpa, decepção, traição, compaixão[...] Sempre há motivos e razões das quais ela te despertaria de um sono calmante.
Foi feita pra amar, transar, pensar, escrever... É a garantia que amanhã será diferente, ou que o amanhã chegará.
Lindo mesmo é ver o sol nascer, para dormir tranquilo, porque o sol passa uma segurança enorme para nós, tanto quanto qualquer seguro.
Também é onde o medo mora, onde tudo que você pensa de ruim só pode acontecer pela madrugada. Talvez até foi ela que me gerou, não imagino alguém ser feito de dia.
A madruga é fria, mas te cobre quando sua cabeça está quente.
-Lucas Barbosa
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