Era passado carimbado
Eis que vira presente
E volta já amado
E volta já pendente
Esquecendo o passado
Já almejando o futuro
O amor que vinha guardado
Pula de cima do muro
Sem medo de morrer
Nem de se arrebentar
Com fome de viver
Com sede de amar
Já meu amor, ora!
Esse sempre tive
Se todos fora embora
Esse ainda vive
Ó, irmãos desta pátria
Mesmo à chaga a nu
E sem nunca lutar
Se ainda abriga raiva
Jamais saberás tu
Que inda continua a amar?
(Lucas Barbosa)
Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever. ⇨ Clarice Lispector
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
O mal e o bem
Uma brisa vergava entre minhas nucas, atravessando meus ouvidos, rompendo minha face. Um ar quente, sombrio, que quase podia enxerga-lo, vagava por entre uma parede que mais parecia uma tortura quadrada. Aquele açoite de emoções me fazia fluir e usufruir das coisas boas que vinham de lá mesmas. Aquele momento efêmero foi o suficiente para me manter em um local fresco meio ás cegas.
A tristeza era imprescindível naquele instante tão apagado. E entre um estrondoso lapso me acendo de um suspiro tão sútil.
A tristeza é tão fugaz quanto a alegria, e ela vaga também como a alegria permanece. São como um pêndulo que consiste em um movimento de vaivém. Assim obrigando manter o equilíbrio diante em um corpo, que à fórmula para ficar bem, é também ficando mal.
(Lucas Barbosa)
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