Minha relíquia de ouro.Meus traços em folha limpa
A relíquia conjugada no verbo "ser"Não ser o verbo em mim concentrado.
Ser a poesia clara e lúcida do meu verbo
Viver e não viver teu mundo...
Minha relíquia de amor
Meus pensamentos resumidos
O resumo do meu rascunho várias vezes jogado ao lixo
Sem saber que o conteúdo feito por resumo
Sempre vai ser picotado.
Bom mesmo, é ariscar, acreditar que não haverá um erro
Viver de apostas, pular caminhos, pisar em lama...
O tesouro guardado à sete chaves
E quem tem a chave?
Vá saber! Vá entender! Mim explique!
Trocarei logo-logo o segredo da fechadura.
Não quero sofrer. Alias, quero.
É sempre bom aprender.
Aprendo pra ensinar a mim mesmo,
Tento ensinar a meus amigos
Mas o amor também é surdo.
Cego e mudo...
Não fala nada... Nem onde ele está.
Minha relíquia de ouro
Minhas palavras em papel
Penso, penso, penso. E escrevo
Não penso, deixo escrever
Deixo falar, deixo se entender.
Acontece isso geralmente
[...]

(Lucas Barbosa)


