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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Passos Incertos

A saudade, companheira tua
Não nego. Também minha
Confesso que você tinha
Minha presença em sua rua

Exalaram-se nossos planos
Nas noites tuas me perdi
E nas tardes já me vi
Enrolado nos teus sonhos

Se vivi calmo por amor
Vivi eternamente grato
Nada fiz, que vestir um fardo
Que abriu um fulminante dor

Por fim já não existo
Por mais que vivo
Não deixo de viver
O que vivi contigo
Nas portas do prazer

(Lucas Barbosa)





sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Confusões

Às vezes a gente não percebe que a vida é tão mais confusa quando se tenta desembrulhar ela de uma caixa de presente.
Não preciso tirar o laço da vida, entre elas já vão ter vários, porém, nem sempre eternos. Não busque cada sentido, argumento. Tenho certeza que não está disposto para ouvir uma prosa tão banal.
Diante tantas pedradas que a vida lhe fornece, talvez seja uma ajuda para construir seu castelo. Afinal a ajuda não vem da onde a gente menos espera? E do mal, não se extrai o bem?
Talvez eu ainda não entenda nada sobre essas confusões de amor, falsidade, sentido de vida. Talvez não, eu não entendo e ponto! Quem entende? E se entender, quem acredita?
No mínimo é preciso arriscar e ter peito para seguir adiante, apesar das decepções que sempre vem à tona.
E usufruir de cada tropeço, cada queda, cada equilíbrio, cada reerguida. E sorrir para a  tristeza, amar quem te odeia; se quem te odeia te ama.
É preciso perdoar! Não sempre, Deus mandou perdoar não ser idiota! Também existe seus limites.
O difícil é enxergar luz no fim do túnel, é ter esperança de que tudo aquilo que foi seu, e você deixou ir, volte para você.
Agarre o que você ama e não solte! Apesar de estarem querendo te separar da felicidade.
E realmente e infelizmente, aquele velho ditado é verdade: a gente só da valor quando perde. Mas pra eu te perder, primeiro preciso te achar.

(Lucas Barbosa)