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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Queria saber, de tudo.
Não exatamente de tudo, mas o necessário
De tudo que me dê explicação de tudo.
De tudo que viva e de tudo que irá nascer.
Uma explicação de tudo que me faça sofrer...

(Lucas Barbosa)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Pés descalços

Pés sujos, descalços sem alguma proteção
Joelho, em pouco em pouco ardem no picadeiro da emoção
E assim, livre e sereno vou vivendo como jamais conseguia viver
De pés descalços, sem alguma proteção.

Sórdido como o mundo, frio como um coração batido
Batido com força, sem compaixão nem piedade,
Sem querer saber do outrora, nem do amanhã
Nem da leve e amarga gota salgada...

Como se algo sumisse de de minha vida,
Como se eu perdesse algo estranho que não conseguia ver.
Nem ver, nem olhar. Apenas sentir aquele leve despejo de magoas.

E o mundo me aperta, me sufoca.
Fico numa viela, sem água, sem comida.
De pés descalços sem alguma proteção.

Numa mentira incabível no coração
Num rascunho inútil, necessário apenas para sofrer...
E um amor passado a limpo, privilegiado de tudo.

E diante do todo o sigilo,
Percebo que o segredo foi compartilhado
E o melhor psicologo não me diz nada,
Apenas me da um encosto onde possa chorar e ser meu próprio psicologo...

De pés descalços e sujos,
Como um pé de uma criança brincando.
E de lá mesmo, nasce a poesia
Como um criança...
Necessitando de carinho.
Pôs, sozinho...
Me vejo triste.
De pés descalços sem alguma proteção...

(Lucas Barbosa)

sábado, 22 de outubro de 2011

Poesia na janela

Não quero escrever
Juro a você que não
A poesia me procura num espaço opaco
Frio, sem sentimentos, como um livro não lido.

A poesia me esconde de tudo, inclusive de mim
Não entendo, do mesmo jeito que não entendo meu coração
Um dia ta assim... Um dia não.
Sinceramente não mando nele.

E a quem me digas perdidos dizendo-me que pós cela no coração
Não... Ninguém manda nele, ninguém o guia.

Ando a ouvir céus, estrelas, mar, amor
Não me julgue nem me condene por tal absurdo
O mundo ta tão pra lá, que prefiro conversar com quem não me dê, resposta ao meu tamanho
Com quem não me iluda.

Sei lá, ando a escrever coisas que...
Sinceramente não sei, quando leio o que escrevo pergunto-me se foi eu quem escrevera tudo aquilo
Não, tudo não está no lugar, sei que não está. Mas ando como se estivesse.
Escrevo como se estivesse, mas não, não está no lugar.

A poesia que em mim flui, és a mesma que te diz te amo
É a mesma que me faz caminhar e dizer pra mim mesmo: Tudo está bem.
Tudo está bem! Mas nada está normal, nada mesmo.

E eu, aqui sentado. Escrevendo, como se estivesse dentro de um armagedom.
Mas não, to dentro de um amor, estrelando coisa inexplicáveis, vivendo coisas lindas.

O amor que me condena de alegria
A palavra que por um triz gera poesia

E a solidão de um dia normal
Ou um simples fato natural
Eu estou ali.
Guardado no amor...

(Lucas Barbosa)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Poesia de Amor

Eis aqui toda minha poesia concentrada na caneta,
Todo meu sentimento, reverso e inverso.
Contido num só papel.

Queria estar com você,
procuro uma forma de me sentar ao seu lado
de ouvir seu silêncio.
De alguma forma fazer-me presente em você


Ainda é noite, tudo escuro numa plena madrugada,
a poucos os passarinhos me acordam,
o galo me assusta e você me liga...
Me desejando bom dia, cariosamente.
Quando me dou conta, sorri...

Num simples bom dia ao acordar,
em um simples coração a amar.
Você. Meu mundo, minha poesia de amor...

(Lucas Barbosa)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Cai, cai estrela

Cai, cai estrela,
Mas cai devagar não machuca
Não machuca meus sentimentos
Cai, cai estrela

Estrela cadente que já poeta
Estrela luar, por trás dos pensamentos do profeta

Linda, brilhante, nunca vista por ninguém
Estrela dos sonhos, onde raros se vêem

Cai, cai estrela
Em direção à lua
Cai mas não flutua

Aterrissa onde meu sentimento está guardado
Não repara no meu estado.
Onde o fim é a partida
Onde só ela tem importância na minha vida

Cai, cai estrela
Cai aqui no meu coração
Cai, cai estrela
Me faz não pedir perdão

Sentado, não me iluda
No escuro, não me assusta

Cai, cai estrela
E mostra o amor para essa gente
Cai, cai estrela cadente...

(Lucas Barbosa)


sábado, 8 de outubro de 2011

A poesia de uma dor de cabeça

A dor de cabeça era avassaladora,
o mundo girava em torno de uma só pessoa
Em torno de mim,
Num retorno sem fim

Aquelas gotas de álcool despejando no copo
Embaralhavam minha mente em um só modo

Como um som de um lebre,
Como um frio a quem sente-se febre

Um Armagedom ocular
Um amor que não se pode amar
Um mal que faz bem...

Não me digas com ironia:
Você é um poeta
Não fale só por um dia,
Ou troque a fala por uma moeda.

As sereias com suas curvas
Hipnotizam o homem,
Como a poesia hipnotiza o leitor.

Na esquina ao lado
Uma burguesa,
Com a mão na mesa,
E num piscar de olhos...
Voltavo a ter minha avassaladora dor de cabeça...

(Lucas Barbosa)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Apenas aquele real

Pisei no chão do amor.
Toquei, sobre e entre as pétalas do amor frio.
Voei e pousei na área da dor.
Flutuei sobre sonhos lindos e nunca realizei nenhum deles.
Vi a barbaridade de um pesadelo
E acabei realizando quase todos.
Chorei por ter perdido uma pessoa, rir por ter perdido outra.
Chorei junto com uma folha branca,
Quis chorar pra escrever algo nesta folha branca.
Quebrei um lápis por não escrever nada,
Estraguei um lápis por escrever tudo.
Quis amar e respeitar a todos, 
Fiquei feliz por ganhar um real,
Fiquei triste porque ele está em extinção.
Não queria dois reais, ou cinco ou dez [...]
Queria aquele real que um dia me fez feliz,
Queria guardar aquele real, pouco me importa quanto ele pode comprar.
Com aquele real, eu comprei uma caneta,
Com aquela caneta eu escrevi minha primeira poesia,
Com aquele poesia eu fui onde não imaginava ir,
Com aqueles pensamentos eu fui fundo,
Com aquele real, acabei descrevendo o mundo...

(Lucas Barbosa)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Eu... Meus pensamentos

Eu já perdoei erros quase imperdoáveis,
Tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso,
Já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar,
Mas também decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger,
Já dei risada quando não podia,
Fiz amigos eternos. Amei e  fui amado,
Mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei.
Já gritei, pulei de tanta felicidade.
 Já vivi de amor e fiz juras eternas, “quebrei” a “cara” muitas vezes!
Já chorei ouvindo musica e vendo fotos. Já liguei só para ouvir uma voz, me apaixonei por um sorriso.
Já pensei que ia morrer de tanta saudade
 E tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)!
Mas vivi! E ainda vivo, não passo pela vida...
 E você também não deveria passar!
Viva! Bom mesmo é ir à luta com determinação. Abraçar a vida e viver com paixão. “Perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito para ser insignificante.”
Portanto viva a sua vida.

(Fabio Camões)