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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Antigo Ancestral

Os cortes em meu coração ainda vive
Por mais que tape com fita isolante
As cicatrizes marcantes
Que me deixou triste
Abriga e pede socorro
_SOS. Não controlo mais meu corpo!

Meus pensamentos andam triste
Só escrevo bobagens no rascunho
Não  penso mais em nada
Quando me encontro logo sumo
E a solidão me empurra
Para um buraco cheio de facas


E ao pensar que um dia
Imaginei uma grande alegria
E com você sumir
Me embriagar nos teus desejos
Ter o gosto do teu beijo
Ates de dormir

E sumir com tudo
Sofrimento, alegria,
Triste momento, momento de magia
Fui egoísta até pra sofrer
Comi calado, sem medo de perder
Tomei um rumo
E finalmente me esqueci de você

(Lucas Barbosa)

sábado, 14 de abril de 2012

Acorda

Assim puro, um furo afiado
Tanto faz, só ou acompanhado
Estará sempre condenado
A viver um amor imperfeito

Um dia feliz,talvez
Sorriso seu, por vez
Um sorriso meu mostrado
Com um gosto de adeus

E aos prantos tu retornaste ao passado
Em um laço distraído
Ou em um dia perdido
E o ego mais amado

E o buraco já tapado
Que um dia pensara em ser perdido
Não olhe a saudade meu amor
É o mesmo a olhar pro passado
Perder o presente amassado
Que a vida te deste sem nenhum pudor


O Sol que pra tu, não mais aparece
 Saia, viva, levanta a cabeça, siga
Que lagrima não mata sede
Da um soco na parede
Destrói a saudade

Que essa dor, vive
Ela tem sono leve
E no passo de uma lebre
Ela acorda triste

 (Lucas Barbosa)

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Viver

Tudo azul, imenso e claro
Claro que sempre escuro
Mas, vivo, puro

Escuto sua voz
Perdida o ar
A sós
Tento te encontrar

A um passo do paraíso
Me encaro com seu sorriso
Lindo por sinal
Afinal, um sinal de alegria
Flutua a poesia
Escapam palavras
Enigmas, charadas

Saltam borboletas
Toda cor no ar
Vermelhas, azuis
Violetas

Caminho cruzado
Destino a dias escolhido
Futuro, presente, sem passado
Quero estar ao seu lado

Serei eterno agradecido
Até no feriado
Inverno, verão também
Outono, primavera,
Pergunte com quem?

O Amor que nos segure
Que suporte amor possível
Jamais incabível
Que sempre me ature

Será que não mereço?
Fazer do fim
Do amor o começo?

(Lucas Barbosa)