Assim puro, um furo afiado
Tanto faz, só ou acompanhado
Estará sempre condenado
A viver um amor imperfeito
Um dia feliz,talvez
Sorriso seu, por vez
Um sorriso meu mostrado
Com um gosto de adeus
E aos prantos tu retornaste ao passado
Em um laço distraído
Ou em um dia perdido
E o ego mais amado
E o buraco já tapado
Que um dia pensara em ser perdido
Não olhe a saudade meu amor
É o mesmo a olhar pro passado
Perder o presente amassado
Que a vida te deste sem nenhum pudor
O Sol que pra tu, não mais aparece
Saia, viva, levanta a cabeça, siga
Que lagrima não mata sede
Da um soco na parede
Destrói a saudade
Que essa dor, vive
Ela tem sono leve
E no passo de uma lebre
Ela acorda triste
(Lucas Barbosa)
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