Pesquisar neste blog

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

À gota d'água

Há uma raiva que não me deixa dormir, uma dor que não me deixa sorrir, uma saudade que não me deixa amar. 
Minha mente aos vazios me levam numa hipótese duradoura que me mantém no exílio. Não há mais lugar para por tantos planos que fiz para o dia seguinte. Estou cansado, principalmente cansado. 
Não que odeie a mentira, nada contra, mas gosto mesmo da verdade bem dita, na cara, saindo daquele pote de raiva que vêm guardado a séculos. 
Sabe uma fase que nada da certo!? Que nem mesmo seus neurônios estão funcionando direito. 
Quero acordar sem dar bom dia a ninguém, e não ter que explicar por que não dei bom dia. Estressar menos, divertir mais. Talvez eu precise de alguém depois pra conversar, sei lá, mas quero fazer isto pelo menos um dia.
 Estou escrevendo para ver se as palavras aspiram um pouco dessa raiva e me deixa ir dormir. 
Tenho um conselho, mesmo eu errando frequentemente eu vos deixo um conselho: não ame a quem você não confia, o ódio sempre tomará conta do amor e fará dele o pior brinquedo do mundo, espere um ato de amor para amar alguém, não vá de vez, não tenha pressa. A vida às vezes requer paciência. Grite quando tiver ódio, esmurre objetos, chore, e depois pare num momento de volúpia, relaxe. Não ocupe-se com o nada, mantenha o equilíbrio. Sempre.

(Lucas Barbosa) 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Aspirar

Era uma noite fria, mas os corpos estavam soltos e isso tornava a noite mais fria ainda. As conversas eram pesadas, mas aquele momento não deixava de ser inesquecível, sussurro de choros, suspiros cada vez mais fugazes o coração cada vez mais apertado, o medo batendo como um tic-tac de um relógio. Sempre sentara ali para discutir as mesmas asneiras, as coisas insignificantes que desgastavam o sentimentos que ambos tinham um pelo outro.
Como todos, aquele puro sentimento que ia ficando cada vez mais vazio ia acabar, mas nenhum dos dois queriam, não que acabasse, mas da maneira que acabasse. E após a um ensejo de silêncio, o mais corajoso decide retomar a conversa e solta um "eu te amo". Nada melhor do que voltar ao normal do que um eu te amo depois de inúmeras desavenças. Passou-se dez minutos e eles voltaram a brigar, agora com tapas, abraços e beijos.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Congênere

E sem ideia nem rima
Pus a fazer um poema
Qualquer que combina
Encaixe com um tema

Viro, Reviro, me embaraço
Pulo, corro e veja só
De súbito vi um nó
A amarrar no meu abraço

E o beijo invejoso
Queria entrar no verso
E no verso
Dizia ser gostoso

Além desse curioso porém
O amor com inveja também
Gritou claro e bem fundo:
-Eu sou o melhor sentimento do mundo

A raiva com muito ódio
Entrou-se na história
Queria subir no podium
Por estar amiúde na memória

Depois da vez da tristeza
-Que pedia para ser feliz
Acredite! A feiura não quis
Nem conversa com a beleza

E sem descanso nem recreio
Todos foram dormir
E a dor com anseio
Do carinho fosse surgir.

(Lucas Barbosa)



quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Passos Incertos

A saudade, companheira tua
Não nego. Também minha
Confesso que você tinha
Minha presença em sua rua

Exalaram-se nossos planos
Nas noites tuas me perdi
E nas tardes já me vi
Enrolado nos teus sonhos

Se vivi calmo por amor
Vivi eternamente grato
Nada fiz, que vestir um fardo
Que abriu um fulminante dor

Por fim já não existo
Por mais que vivo
Não deixo de viver
O que vivi contigo
Nas portas do prazer

(Lucas Barbosa)





sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Confusões

Às vezes a gente não percebe que a vida é tão mais confusa quando se tenta desembrulhar ela de uma caixa de presente.
Não preciso tirar o laço da vida, entre elas já vão ter vários, porém, nem sempre eternos. Não busque cada sentido, argumento. Tenho certeza que não está disposto para ouvir uma prosa tão banal.
Diante tantas pedradas que a vida lhe fornece, talvez seja uma ajuda para construir seu castelo. Afinal a ajuda não vem da onde a gente menos espera? E do mal, não se extrai o bem?
Talvez eu ainda não entenda nada sobre essas confusões de amor, falsidade, sentido de vida. Talvez não, eu não entendo e ponto! Quem entende? E se entender, quem acredita?
No mínimo é preciso arriscar e ter peito para seguir adiante, apesar das decepções que sempre vem à tona.
E usufruir de cada tropeço, cada queda, cada equilíbrio, cada reerguida. E sorrir para a  tristeza, amar quem te odeia; se quem te odeia te ama.
É preciso perdoar! Não sempre, Deus mandou perdoar não ser idiota! Também existe seus limites.
O difícil é enxergar luz no fim do túnel, é ter esperança de que tudo aquilo que foi seu, e você deixou ir, volte para você.
Agarre o que você ama e não solte! Apesar de estarem querendo te separar da felicidade.
E realmente e infelizmente, aquele velho ditado é verdade: a gente só da valor quando perde. Mas pra eu te perder, primeiro preciso te achar.

(Lucas Barbosa)

domingo, 14 de outubro de 2012

O Brinquedo

Um sujo brinquedo velho
Cansado de ser maltratado
Um dos olhos já era cego
O braço vivia pendurado

As pernas então...
Já nem dobrava o joelho
Pobre do sujo brinquedo
Que só vivia no chão

Só sentia dor exterior
Não amava mais a boneca
Que um dia se apaixonou
Que lhe trocou por uma peteca

Viver já lhe era o bastante
A vida lhe deu muita pedrada
Com os erros só sofreu
Não deu pra aprender nada

Era um brinquedo estranho
Embora abrigue muita felicidade
Morava ao lado da crueldade
E em cima do espanto

Ele tanto abria portas
Quanto as fechava
Um dia era amor
Noutro só dor

Pobre do brinquedo
Que ninguém entendia
Hoje era doce, amanha azedo
Mudava de humor todo dia

Pobre do brinquedo
Que vivia de emoção
Por mais que fosse aceso
Mantinha uma escuridão

Depois de tanto desfecho
Apelidaram de coração...

(Lucas Barbosa)



segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Depois de longe

É triste um sorriso falso
A saudade desconforta
Me tira do peito o amor
E bate na tua porta
À procura de um consolo

Suas fotos são tudo que tenho agora
E um sorriso bobo que guardei
Por mais simples,
Foi dele que criei
Um sentimento puro
Que aos poucos me tomou
E não sonho outra coisa
Além de você nos meus braços

A distancia é a nossa balança
Você é o que me sustenta
O motivo do meu sorriso
Que é cada vez mais vivo
E dos choros também
Que cada lágrima
É a tu que dedico
Mesmo que seja de tristeza...

Não parece...
Mas, eu sinto sim
Amanha desaparece
Mas continua em mim

Sempre será o motivo do meu pensamento
É isso que nos mantém perto
Essa é a semente do nosso amor
Que sempre será regada

E a cada sua ausência
A saudade se debruça
E volto a amar-te
Pela tua convivência

(Lucas Barbosa)



sábado, 11 de agosto de 2012

Passado impresso

Meus sonhos foram tantos...
Por um claro eu vi tantas pessoas
Que sumiram após anoitecer
Sentia que ia chover
Mas não levei o guarda-chuva.
Me molhei inúmeras vezes
Por meus sonhos serem ambiciosos

Nem deitei a noite pra planejar
No sono cair de súbito
E o sonho veio a tona
Que impecável desmorona 
E muda o dia
Enfeita, ajeita, desgraça

Todo mundo muda por alguém
Só não deixamos em claro
Se você parar pra pensar
Você não era você a um ano atrás ou mais
Nosso erro não é mudar
É apagar da memória o passado.

(Lucas Barbosa)


segunda-feira, 30 de julho de 2012

Madrugada clara

Posso não perceber que estou choramingando aos poucos, mas reclamo baixinho uma coisa errado que há na certeza de dá certo. Engano a mim mesmo pra não sofrer, embriago meu coração a procura de um amor platônico: mas não acho. Faço escolhas erradas por que quero, na maioria das vezes porque sou tolo. Troco o certo pelo duvidoso, o carinho pela distancia, a presença pela saudade, o ciume pela desconfiança. Viro minha vida pro lado avesso, e em choros e as mínguas, um extremo vil gera em frente ao espelho. Madrugo por ódio, durmo por pena. Minha vontade é de dizer o que quero, quando quero, quando bem entender, mas o amor supera todo o ódio contido em minha cabeça. E a noite cai, e eu caio junto. Mentira não amo, quero amar mais não posso, sou poeta. Digno de sofrer acuado, egoísta com meus sentimentos. Mas quanto surge um sorriso que contagia o meu, sou um de vocês, pronto para amar.

(Lucas Barbosa)

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Soneto Amigo

Amigo enxugo teu pranto
Sigo até os espinhos contigo
A paz te cubro com o manto
Onde jamais será ferido

Te aconselho o mundo
Te ouço atencioso
E pro mal profundo
Jamais será perigoso

Não importa a diferença
Sei da tamanha saudade
Quando fujo tua presença
E foge cruel a felicidade

Sem a tua fiel companhia
Serei só e não terei abrigo
Mas jamais esqueceria
Do feliz dia do amigo.

(Lucas Barbosa)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Coletor de informações

Eu vi o Sol nascer
O amor brilhar límpido
Eu vi a luz do viver
Rajar no rosto do distinto.

E na imagem de um santo
Aquele véu coberto de pranto
Girou-se e encontrou-se
O amor de tão feio
Gira lindo por inteiro.

Aquele pulsar na mão
No dia frio e de suor
Jorrava um coração
Puro, lindo,amando só!

Ora, meu bem
O dia ainda está nascendo
Algumas aves estão crescendo
Igual as flores
Diz o poeta que cura os amores
Não importa quem vos tem.

Então, guardamos?
A flor que criamos
Que dizia nunca se murchar
E hoje nem um olhar
É... Quanto mais lindo for o amor
A pouco tempo vive a brilhar
Na mão de quem não sabe onde por.

(Lucas Barbosa)

domingo, 17 de junho de 2012

A Saudade

Sinto saudade do que não aconteceu
Só por ter me lamentado por não ter acontecido.
Do nada a saudade me enforca,
E não me faz pensar em lada
Além de ter você em pleno nada

Saudade me faz derramar o sangue
Que foi exigido do coração
Me faz ter pressa
Me deixa triste, me põe medo.

Posso até ser medroso
Mas, tenho medo da saudade
Não só dela, mas do sentimento que fiz surgir
Quando convivia com ela.

(Lucas Barbosa)

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Inacabável Guerra

E enfim vivemos no meio de uma guerra
Sem armas, sem armaduras, sem peito
E o laço que formara se enterra
No chão, pisaste com jeito

E a cada passo um é destruído
_Vejo vários cair ao chão sangrando
E a cada suspiro nasce um indestrutível
Nos braços de uma mãe lamentando

E nessa guerra sem paz
Onde só se cabe a sobrevivência
Filhos perdendo pais
Por falta de prudência

E a vida assim continuará
Porque em cada esquina
Tu encontrarás a ponta de uma espada
E não verás mais nada
Além da dor, e uma gloriosa guerra

E ao fim de tanta fadiga
Tu olharás a tua volta
E ver que tudo perdeu
Por uma simples gloria
Que tu nem ainda venceu.

[Lucas Barbosa]

domingo, 13 de maio de 2012

Mãe


Quem dera, por um descuido, Deus te fizesse eterna

Poderia ser simplesmente uma data qualquer
Um outro dia, ou um dia de mulher
Apesar de todos os dias te admirar
Tenho um dia especial pra te guardar
Pra te lembrar, pra te colher, pra te amar
Poderia está aos prantos ao escrever essas mal traçadas
Ou está com pernas tremulas e não sentir mais nada
Poderia ser um dia em branco
Ou apenas uma data riscada no calendário
Até ser teu aniversário
Não preciso de um dia de comemoração
Para te dizer o quanto te amo
E sim uma vida inteira,
Pra mostrar o quanto do tamanho
Não cabe em mim, em minhas folhas também já não cabem
Nem nos meus olhos, acabara de deixar uma lágrima cair
A vida tu que me guiastes
Vigiando meus passos, me amando de verdade
Sei que sou chato, sei que abuso
Atrapalhado, confuso…
Meu carinho, meu amor vem daí
Sei que quando eu cair
Tu estarás la para me levantar
Me apoiar, me guardar
E dizer crente e levemente
_Anda meu filho, acorda, siga em frente
E tudo acaba em choros de risos
Vai ter um dia que eu possa seguir sozinho
Que vou ficar órfão do seu carinho
Sempre teu nome estará ecoando em meu peito
Me pondo armaduras, me empurrando na vida
me alimentei do seu leito,
Vivi, e vivo os melhores dias da minha vida
Não preciso de um dia, de uma data especial
Pra dizer quanto de quero, quanto não te quero mal
Me explicou o sim do não, o errado do certo.
Mãe, meu amor pro ti, sempre será eterno.
Te amo


{Com amor...}
(Lucas Barbosa)

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Antigo Ancestral

Os cortes em meu coração ainda vive
Por mais que tape com fita isolante
As cicatrizes marcantes
Que me deixou triste
Abriga e pede socorro
_SOS. Não controlo mais meu corpo!

Meus pensamentos andam triste
Só escrevo bobagens no rascunho
Não  penso mais em nada
Quando me encontro logo sumo
E a solidão me empurra
Para um buraco cheio de facas


E ao pensar que um dia
Imaginei uma grande alegria
E com você sumir
Me embriagar nos teus desejos
Ter o gosto do teu beijo
Ates de dormir

E sumir com tudo
Sofrimento, alegria,
Triste momento, momento de magia
Fui egoísta até pra sofrer
Comi calado, sem medo de perder
Tomei um rumo
E finalmente me esqueci de você

(Lucas Barbosa)

sábado, 14 de abril de 2012

Acorda

Assim puro, um furo afiado
Tanto faz, só ou acompanhado
Estará sempre condenado
A viver um amor imperfeito

Um dia feliz,talvez
Sorriso seu, por vez
Um sorriso meu mostrado
Com um gosto de adeus

E aos prantos tu retornaste ao passado
Em um laço distraído
Ou em um dia perdido
E o ego mais amado

E o buraco já tapado
Que um dia pensara em ser perdido
Não olhe a saudade meu amor
É o mesmo a olhar pro passado
Perder o presente amassado
Que a vida te deste sem nenhum pudor


O Sol que pra tu, não mais aparece
 Saia, viva, levanta a cabeça, siga
Que lagrima não mata sede
Da um soco na parede
Destrói a saudade

Que essa dor, vive
Ela tem sono leve
E no passo de uma lebre
Ela acorda triste

 (Lucas Barbosa)

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Viver

Tudo azul, imenso e claro
Claro que sempre escuro
Mas, vivo, puro

Escuto sua voz
Perdida o ar
A sós
Tento te encontrar

A um passo do paraíso
Me encaro com seu sorriso
Lindo por sinal
Afinal, um sinal de alegria
Flutua a poesia
Escapam palavras
Enigmas, charadas

Saltam borboletas
Toda cor no ar
Vermelhas, azuis
Violetas

Caminho cruzado
Destino a dias escolhido
Futuro, presente, sem passado
Quero estar ao seu lado

Serei eterno agradecido
Até no feriado
Inverno, verão também
Outono, primavera,
Pergunte com quem?

O Amor que nos segure
Que suporte amor possível
Jamais incabível
Que sempre me ature

Será que não mereço?
Fazer do fim
Do amor o começo?

(Lucas Barbosa)



domingo, 25 de março de 2012

Estradas

Já com os pés firmes
No solo raro
Que já fora triste
E muito caro

Um sorriso no rosto
Uma vida vazia
No rosto um desgosto
Que não vê alegria


E escrita na mão
A vida arrastada
Onde plantara o grão
E não colheu nada

Se curva a sorrir
Diante à dificuldade
Onde a vontade
É só de se ferir

No desvaneio se perde
Acorda, e se encontra
De baixo da cama
Com medo de tudo

E de repente surge
Caminhos na estrada
Florida e amada
Na total plenitude...

(Lucas Barbosa)

terça-feira, 20 de março de 2012

História de amor

É Maria, coitada
Toda desarrumada
E João então,
Não tem onde cair vivo

Os dois se juntam
Criam laços
Separam
Depois se casam

João trabalha
Maria no pé do fogão
João de tanto trabalhar
Maria de tanto cozinhar
Viu a sorte do dia
E jogou na loteria

Já acharam pouca a pobreza...
... Maria teve gêmeos
João foi rebaixado do cargo.
Maria pensa no parto
Já João como sustenta-los

Passaram-se nove meses
Maria teve Joãozinho e Pedrinho
João sem dinheiro
Passou a ser pedreiro

Maria e João se divorciaram
Pedrinho ficou com João
E Joãozinho pra Maria

Pedrinho precisava da mãe
Joãozinho dos dois...
Ambos necessitam do leite
e de carinho

João e Maria se estabilizaram
Com tanta fadiga
João dorme no sofá
Maria no tapete
Joãozinho e Pedrinho
Entre eles...

João adoentou
Maria enriqueceu na loteria
Maria não fugiu!
Viveu feliz com sua família...

(Lucas Barbosa)

sexta-feira, 16 de março de 2012

Pra que?

Minha palavra tão limpa
Polui teu ser sujo
Nos teus olhos amargos
Vejo ódio saltitando
Voando,
Tomando conta de você

Pra que isso?
Se todo mundo é sujo
Como eu, como você!
Se o erro é não pecado
Se o "te amo" virou "bom dia" 
Se ninguém é melhor que você
Se você não é melhor que ninguém

Meu sangue é vermelho
Por acaso o seu é amarelo?
Nossas diferenças são iguais 
Meus pensamentos vão longe
Já o seu pede carona...

Pra que isso?
Se a vida é bela
Se eu preciso de você
Se você precisa de mim...

Não sou seu oposto
Talvez até sou
Tenho história agradável.
Minhas lutas,
sempre foram vencidas
Pra que racismo?
Pra que?

(Lucas Barbosa)

Amor

 Ah, o amor...
 Que sejas eterno
 Inexplicável e compreendido
 Pra sempre sincero
 Bonito e vivo

 Que no chão pise
 Que transborde alegria
 Que pise em mim
 Que deixe em carne viva
 Que guarde cicatrizes

 Viverei sempre marcado
 És a tua lembrança
 Mesmo que tenha que partir
 As cicatrizes vos lembrará
 Do tempo que fui feliz

 Lembrarei-te sempre
 Serei persistente
 Sempre que for preciso
 E ainda mais vivo
 Te Amarei novamente...

(Lucas Barbosa)

domingo, 11 de março de 2012

Pernas da Amizade

O som vibra
E logo, some a luz
E em brasas corre meu corpo
Quando se conjuga
A palavra amizade.

Um relicário oculto
Onde? Cadê?
No baú...
No azul.
Escondido.

Feito estátua
Minha palavra paralisou
Ao lado do amor
Bem ao lado
Atrás da porta
Debaixo da cama.
Sumiu!

Silêncio é preciso
Não sei escuta-la
Senti-la, sim
Correndo em meu corpo
Sugando minha alma
Tão bobo, como a amizade.

Simples, viva!
Sem querer achar
Procurar, não faz sentido
E no mundo vivo
Se jogue de cabeça
Erguida, e só viva,

Parou,
Parou de dançar
O amor fugiu
A amizade também
Expeliu,
Acabou!

(Lucas Barbosa)

sábado, 3 de março de 2012

Poesia de segundo


Ta aqui...
Sempre ao meu lado,
Como carta fora do baralho
Uma dor que em mim vive
Num espaço opaco, livre...

Nunca aqui,
Nunca livre
Presa em mim
E insiste...
e por fim,
Já não existe...

Muda,
Muda tudo pro diferente
Muda,
Calada e não sente nada.
Além da dor
E nos olhos, jarros d'água.

Água poluída
Imunda  no teu verbo
Pra sempre, espero
Espero sentado
Carregar este fardo
Pesado...

A poesia
Poesia de segundo,
Jogada pra fora.
Do mundo...
Do outrora


(Lucas Barbosa)

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Relíquia

Minha relíquia de ouro.
Meus traços em folha limpa
A relíquia conjugada no verbo "ser"
Não ser o verbo em mim concentrado.
Ser a poesia clara e lúcida do meu verbo
Viver e não viver teu mundo...

Minha relíquia de amor
Meus pensamentos resumidos
O resumo do meu rascunho várias vezes jogado ao lixo
Sem saber que o conteúdo feito por resumo
Sempre vai ser picotado.
Bom mesmo, é ariscar, acreditar que não haverá um erro
Viver de apostas, pular caminhos, pisar em lama...

O tesouro guardado à sete chaves
E quem tem a chave?
Vá saber! Vá entender! Mim explique!
Trocarei logo-logo o segredo da fechadura.
Não quero sofrer. Alias, quero.
É sempre bom aprender.

Aprendo pra ensinar a mim mesmo,
Tento ensinar a meus amigos
Mas o amor também é surdo.
Cego e mudo...
Não fala nada... Nem onde ele está.

Minha relíquia de ouro
Minhas palavras em papel
Penso, penso, penso. E escrevo
Não penso, deixo escrever
Deixo falar, deixo se entender.
Acontece isso geralmente
[...]


(Lucas Barbosa)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Antes do Amanhecer

Espere minha palavra
Ainda não vá embora
Feia e mal conjugada
E com certeza,
Em péssima hora.


Antes do amanhecer
Quero que tudo aconteça
Meu sonho, vire realidade
Do meu amor, você nunca se esqueça.


Segure minha mão,
Vamos passear pela rua
Pisar firme no chão
Olhar os lados da lua


Publicar teu sorriso
Imprimir teu carisma
Conhecer tua vida.


Antes que o sol apareça
Eterna e rara beleza
Antes que esqueça...
Mostre teu jeito de viver.
Antes do amanhecer...

(Lucas Barbosa)

Saudade

Tem um mundo dentro de mim,
Cheio de agua,
Lama.
Água doce nas veias, um mar de água salgada nos olhos e lama por tudo quanto é parte
Meu trevo voou
Ando quebrando espelho, passando por debaixo de escadas
Me sinto um porco espinho  quando vou durmir
Tudo me fere
Minha chave ja nao abre mas a porta
Já nao consigo agradar mas a quem eu amo
Meu colirio er permanente
Meu suor é pleno
As mãos escoregam de tanto te-lo
Minha garganta seca a procura água
Minha ligua sórdida procura de alimento
Meu celular ja nao vibra mais
Os sons que eu ouço são só de orquestras tristes
Tenho um mundo dentro de mim
Sou o administrador dele
Sou o Deus desse mundo
Meus olhos vão longe a procura de um caminho onde tudo se explica
Meu corpo... Meu corpo anda sozinho
Nao sujo mais meus pés na lama
Ando calçado
Mas ligeiramente meus pés descalçam ao verem um chao de cacos de vidro
Piso com todo o odio
Eles sagram amargamente quente
É assim que eu mim sinto quando estou com saudades
....

(Lucas Barbosa)



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Pra sempre comigo

As vezes me sinto incompleto
Longe de tudo, talvez muito perto
Medroso e triste com tudo
Com susto de coisas ímpares.

Frágil com a poesia
Procurando um encosto
Vivendo no poço
Dia após dia.

Com saudade de ouvir seu silêncio
De seu geito de ir vivendo
De seu carinho, de seu calor
De um beijinho, de um amor

Talvez esteja do meu lado
Tudo que preciso
Minha vida, um abraço
Um abraço. Estou de saída.

Vou pisar no paraíso
Me afogar em todo seu prazer
Ficar pra sempre contigo
Alimentando meu querer.

Tudo que eu quero
Tudo que espero
Um beijo seu...
Um carinho de baixo do edredom

Uma viagem comigo
Nos meus sonhos mesquinhos
Do meu lado...
Pra sempre.

(Lucas Barbosa)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Poesia Suja

Ando a procura de um espaço vazio,
Onde eu me congele no mais dormente frio,
Jogado só com as palavras.
Sem cobertor, sem consolo,
Sem força, sem apoio.
Sozinho...

...Vivendo a poesia,
Onde elas me procurem,
E que eu fujas com ela.

Onde eu possa vê-las,
Ou ela enxergue-me entre nelas.
Onde o amor foi guardado,
Pra ninguém ser ferido.

A poesia de salvou,
Do abismo, do alto.
Do precipício, do mar morto.
Da solidão...

Faço parte da poesia, a poesia faz parte do amor,
O amor faz parte da briga, a briga faz parte da solidão.
São congéneres, por fim, dementes.

Ando a buscar o amor eterno nessas frases.
E tem fases, que ando a procurar poesias em amor,
Ou entre palavras,
Acho-me nos braços d'uma flor.
Com frio,
Sem cobertor...

(Lucas Barbosa)
 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Estado de felicidade

Quem sonha com o amor eterno,
Jura pra tudo um dia da certo,
Fecha os olhos por medo.
Dorme pensando em acordar cedo.

Emudeceu quando viu seu amor passar
Sorriu, e deixou o carisma falar

Que vive ensaiando palavras pra alguém
Mas na prática, palavras bonitas já não tem.

Feliz é quem vive em cima do muro
Mas no escuro, o amor clareia

Ser feliz é não precisar da opinião de ninguém,
Mas ouvir o que vos tem pra dizer.
É estar feliz consigo.
É sonhar com o fim do mundo e não ter que vive-lo.

É esperar o amor no deserto sem água.
É cortar o mal e plantar a raiz no quintal do vizinho.
Ser feliz é fechar os olhos e achar que tudo é um sonho,
Que na parte ruim nos acordará.

(Lucas Barbosa)

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Soneto de amizade

De todo inimigo
Desejo uma flecha lançada
E que venha consigo
Toda dor da palavra

Que more em meu coração
E pelos anti-corpos morra
Que plante emoção
E cante a melodia que não soa

E que depois do passado
Te olhe como amigo
E esqueceremos tudo aquilo
Que nos deixara frustado

E do mal, nunca mais lembrarmos
E do ódio esqueceremos abraçados.

 (Lucas Barbosa)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Aprendeu-se com a pedra

Paraste no alto do cais firme,
Frio feito pedra de gelo,
Como um corpo morto.
Como uma alma morta.


Amasse a pedra tanto,
Que pôs em sua alma,
Abrigou em seu peito.
Sumiu no mundo.


Pisaste o chão sujo,
Com nojo, com febre.
Caiu com gosto,
Com sede.

Escreveu um poema com desgosto,
Sem fôlego,


Paraste no alto do cais firme,
Olhas-te o mar calmo,
E calmo sentou-se no arpoador,
Sentiu o chão,
Mirou com dor.

Levantou da tristeza,
Levantou da pedra,
A pedra que plantara no seu peito,
A pedra que feriu seu coração.
A pedra que tropeçou-se.
A pedra que amou-se.
A pedra que lhe traiu,
A pedra que lhe cuspiu.

E continuasse amando a pedra,
Abrigando em seu peito,
Transformando-a em dor.
Transformando-a em arma.

(Lucas Barbosa)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Cobra, Cubra

Inundo a mim mesmo, no escuro.
Procurando um lugar calmo,
Um espaço deserto onde só eu posso ocupa-lo.

Cedendo a morte, vou me matando aos poucos,
Estrangulando cada fio de cabelo.

E no reflexo do espelho,
Tantos caminhos na estrada.
Procuro teu beijo e nada,

O travesseiro rasgando a dentes,
E sugado até a ultima essência do teu perfume,
Já não me consola mais.

Mergulho em facas e te acho perdida,
Vagando na vida,
De bem com o destino.

E o coração a leilão público,
Esquecendo-me aos poucos,
Rasgando minhas fotografias
Atiçando meu poema de amor no lixo.

Parei no seu olhar, menina,
Se assanhe feito cobra peçonhenta,
Me dê o ultimo bote.
Me dê essa sorte, de morrer ao seu lado.

(Lucas Barbosa)

domingo, 15 de janeiro de 2012

Soube

Fiquei sabendo que não controlo minhas mãos,
Que elas decidem por si o que fazer,
Que elas tremem quando me ver tremer.

Fiquei sabendo que meus pés andam,
Andam me colocando em um buraco vazio
Que eles aquecem quando me ver frio.

Fiquei sabendo que meus olhos enxergam o errado,
Que eles tremem, quando miro em uma coisa boa
Que eles sabem quando me apaixono.

Fiquei sabendo que quanto mais eu penso,
Mais faço as coisas ficarem mais altas

Fiquei sabendo que quanto mais insisto,
Mas vou cavando o buraco onde estou plantado
Que menos pessoas ficam sabendo que existo.

Fiquei sabendo que meu coração fura,
E dura até quando não estoura,
Que muda, quando entra em muda.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Sofrimento em lágrimas.

Estava la,
Sentada em frente ao mar,
aumentando-o sua quantidade de água salgada.

Afogando-se em terra firme,
Dominada pelos próprios problemas,
Aumentando a sede de cada um deles,
Encostando no abismo,
Pulando do muro.

Correndo atras do sofrimento
Fugindo do conselho,
Se esquivando das flechas do cupido,
Se olhando no espelho com teimosia.

Apostando alto no impossível
Lendo livros para surdos,
Fazendo mimicas para cegos
Ensaiando dueto com mudos.

Estava la,
Em frente ao mar.
Cavando sua própria cova,
Escrevendo no seu epitáfio.

Estava la,
Em frente ao mar.
Uma tola.

(Lucas Barbosa)

Uma pedra no meio do caminho

Tinha uma pedra num moinho
Quebrando o espinho d'uma flor
Que furara meu amor sem pena.

Pobre do meu amor
Que nem sentiu dor,
ficou no canto quieta,
aguando por um beijo perdido,

Tinha uma pedra no meu caminho
Pontuda, afiada
Triste, mal amada.

Pobre do meu amor
Que nem sentiu dor.

Tinha uma pedra
Talvez até no lugar do coração
Tinha uma pedra no peito,
Talvez até no caminho pelo chão...
Tinha uma pedra no meio do caminho...

(Lucas Barbosa)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Ultimo Julgamento

Ó triste partida
Que aos meros, no silencio da voz
me deixa cabes baixo,
de queixo caído.

Com o ego aos trancos
E o reflexo aos barrancos.


Amargurado feito café no pilão,
aos pés da forca do julgamento,
e ao fio da corta partida.
Senhor tempo, do relógio parado,


Aos pés da santa cruz
Na ultima batida do martelo
E as mãos...
Estremecida da vareta de ferro

No olhar de tédio como segunda-feira
Entre um mar cheio de areia.

Com os olhos esbugalhados de aflição,
Não sentindo os pés firmes no chão.

Sinto a primeira batida do martelo,
A primeira voz de aproxima
parece uma voz de menina,
Sim, estou certo
É uma voz de menina,
Que aos poucos se aproxima
Bem mais perto.

Sinto seu te amo bem baixinho
Com a voz ainda quente,
Seu olhar me distancia para um fim de uma fábula
De um feliz para sempre...

(Lucas Barbosa)