Frio feito pedra de gelo,
Como um corpo morto.
Como uma alma morta.
Amasse a pedra tanto,
Que pôs em sua alma,
Abrigou em seu peito.
Sumiu no mundo.
Pisaste o chão sujo,
Com nojo, com febre.
Caiu com gosto,
Com sede.
Escreveu um poema com desgosto,
Sem fôlego,
Paraste no alto do cais firme,
Olhas-te o mar calmo,
E calmo sentou-se no arpoador,
Sentiu o chão,
Mirou com dor.
Levantou da tristeza,
Levantou da pedra,
A pedra que plantara no seu peito,
A pedra que feriu seu coração.
A pedra que tropeçou-se.
A pedra que amou-se.
A pedra que lhe traiu,
A pedra que lhe cuspiu.
E continuasse amando a pedra,
Abrigando em seu peito,
Transformando-a em dor.
Transformando-a em arma.
(Lucas Barbosa)
Que pôs em sua alma,
Abrigou em seu peito.
Sumiu no mundo.
Pisaste o chão sujo,
Com nojo, com febre.
Caiu com gosto,
Com sede.
Escreveu um poema com desgosto,
Sem fôlego,
Paraste no alto do cais firme,
Olhas-te o mar calmo,
E calmo sentou-se no arpoador,
Sentiu o chão,
Mirou com dor.
Levantou da tristeza,
Levantou da pedra,
A pedra que plantara no seu peito,
A pedra que feriu seu coração.
A pedra que tropeçou-se.
A pedra que amou-se.
A pedra que lhe traiu,
A pedra que lhe cuspiu.
E continuasse amando a pedra,
Abrigando em seu peito,
Transformando-a em dor.
Transformando-a em arma.
(Lucas Barbosa)
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