Ó triste partida
Que aos meros, no silencio da voz
me deixa cabes baixo,
de queixo caído.
Com o ego aos trancos
E o reflexo aos barrancos.
Amargurado feito café no pilão,
aos pés da forca do julgamento,
e ao fio da corta partida.
Senhor tempo, do relógio parado,
Aos pés da santa cruz
Na ultima batida do martelo
E as mãos...
Estremecida da vareta de ferro
No olhar de tédio como segunda-feira
Entre um mar cheio de areia.
Com os olhos esbugalhados de aflição,
Não sentindo os pés firmes no chão.
Sinto a primeira batida do martelo,
A primeira voz de aproxima
parece uma voz de menina,
Sim, estou certo
É uma voz de menina,
Que aos poucos se aproxima
Bem mais perto.
Sinto seu te amo bem baixinho
Com a voz ainda quente,
Seu olhar me distancia para um fim de uma fábula
De um feliz para sempre...
(Lucas Barbosa)
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