e ao final dele não mais me possuo
Me encontro em letras,
mas nenhuma delas me definem
Não me entendo
e nem tento me entender
apenas respiro
e vivo
com sede incontrolável
de poder
de não ser
sem ter que esconder
o incompreensível
Não me reduza a letras
as poesias não me cabem
ou talvez seja eu que não caiba nelas
Sou fruto do acaso
e no final delas
eu acabo.
(Michele Costa)
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