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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Nas pedras do arpoador

Solidão em pé, que já me procura loucamente olhando para os lados,
Eu me escondo por trás da parede de milhares palavras concretas.
Palavras escondidas, mas claras para quem sabe vos ler,
Por cima do arpoador, um poeta.
Ele e sua poesia frente ao mar.
E quem está lá?
A solidão, que perguntara a todos que passavam.
E no mais alto arpoador, a solidão foi expulsa.
O poeta, Bem...
Atirou-se na cama proposto a dormir por um dia,
E tudo ocorreu conforme a poesia...

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Rápida Mudança

Se reluz tudo o que era opaco,
E vai tomando conta do espaço,
Onde já fora um casebre sem móveis.

O coração preenche de coisas inimagináveis.
Cansado de ser puro, de ser oco.

E um simples toque, liga a felicidade.
E vai me fazendo feliz como eu não era antes.
Como eu não conseguia encontrar a felicidade.

E o ar onde hoje eu respiro fundo,
Antes era o meu sufoco, meu pulmão puro.

E o sol que me aquece com raios imensos,
Que me da um dia de diversão.
Já foi o fenômeno natural sem importância, uma simples mancha amarela no céu.

E antes a poesia magra, sem criatividade.
Se transforma numa poesia comum,
Como qualquer outro poeta pode escrever.
E se é, ou não. Não posso descrever.
Se foi pelo crescimento ou pela dor,
Garanto que toda a mudança.
Foi por causa do amor...

(Lucas Barbosa)