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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Recado dado

A cada hora sou um passo
e ao final dele não mais me possuo

Me encontro em letras,
mas nenhuma delas me definem

Não me entendo
e nem tento me entender
apenas respiro
e vivo
com  sede incontrolável
de poder
de não ser
sem ter que esconder
o incompreensível

Não me reduza a letras
as poesias não me cabem
ou talvez seja eu que não caiba nelas

Sou fruto do acaso
e no final delas
eu acabo.


(Michele Costa)

sábado, 24 de dezembro de 2011

Espirito Natalino

Pariu!
Nasceu um anjo.
Em pleno 25 de dezembro.
Estava lá naqueles braços
Marcado nosso destino
Nossa Felicidade

O menino Jesus
Que estava marcado pra morrer na cruz
Por nós, pela justiça, pelo nosso sangue.

E o espirito expande em luzes
Em uma mesa de fartura,
Num olhar pra lua.
Acompanhado com alguém que goste.

E o poeta estava lá no trenó
Com poesias dentro do saco vermelho
Com sorrisos dentro do saco vermelho,
Com alegria dentro do saco vermelho.

E o espirito natalino saiu,
Então, cuspiu!
O nosso papai noel,
que não trouce presentes,
Mais trouce paz, felicidade e harmonia
E uma luz apareceu.
Nosso papai noel nasceu!

(Lucas Barbosa)


Feliz Natal a todos!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O avesso do inverso.

Um papel de ceda azul,
Um céu que tudo clareia,
As lindas camas da seria.
Em um fim tarde com um lindo arrebol.
Atrás das nuvens escondido o Sol.
O rei do verão.

Se nada ouvi.
É porque nada quis escutar,
Só o movimento do mar,
E um sorriso escolhido pra sempre ser avistado.
Com olhos nus ou estupidamente esbugalhados.
Um lindo sorriso.

Raramente vejo o nascer do Sol.
Sonho em viajar em nuvens brancas.
Com uma viva estampa,
E te encontrar perdida.
Pesando na nossa vida.
Um amor eterno.

E se um dia for fraco.
Por não te ter em minhas mãos.
Suba no penhasco.
Grite meu nome em vão.
Assim, guiarei meus passos marcados pelo destino,
E aos choros vou seguindo.
Estar contigo bem perto

E o rei do verão sorriu!
O lindo sorriso se expandiu!
E o amor continua eterno.
E sempre estarei contigo bem perto...

(Lucas Barbosa)







quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Numa manhã tão serena

Numa manhã tão serena
como entre tanto arrebol
pode caber tanto sol
em esfera tão pequena?
quem aos pasmos me condena
da dúvida há de tirar-me,
e há de mais declarar-me,
como pode ser ao certo
estar eu hoje tão perto
de três sóis, e não queimar-me.


Onde eu vi duas Auroras
com tão claros arrebóis,
que muito visse dois sóis
nos raios de três Senhoras:
mas se as matutinas horas,
que Deus para aurora fez,
tinham passado esta vez,
como pode ser, que ali
duas auroras eu vi,
e os sóis eram mais de três?


Se lhes chamo estrelas belas,
mais cresce a dificuldade,
pois perante a majestade
do sol não luzem estrelas:
seguem-se-me outras seqüelas,
que dão mais força à questão,
com que eu nesta ocasião
perco à Luz, que me conquista,
que ou me desengane a vista,
ou me tire a confusão.


Ou eu sou cego em verdade
e a luz dos olhos perdi,
ou tem a luz, que ali vi,
mais questão, que a claridade:
cego de natividade
me pode o mundo chamar,
pois quando vim visitar
a Deus em seu nascimento,
me aconteceu num momento,
vendo a três luzes, cegar.


( Gregório de Matos


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Amor aqui!

Amor aqui no presente embrulhado pro futuro.
Amor aqui na passagem secreta,
Amor aqui na palavra do poeta.
Amor aqui?
Quem me dera!
.
Amor aqui também.
Feliz de quem um amor tem!
Amor aqui,que faça-me sorrir.

Amor aqui no folheto do Natal,
Amor aqui em pleno carnaval.
Amor aqui ao acordar, 
Amor aqui ao dormir.

Amor na amizade;
Amor na saudade;
Amor na palavra;
Amor na confiança;
Amor na lembrança.

Amor de mãe,
Amor de eu te amo.
Amor na sujeira, amor no banho.
Nao tem onde correr,
Onde quer que eu vá vivendo
O amor, na flor sempre estará crescendo

(Lucas Barbosa)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Nas pedras do arpoador

Solidão em pé, que já me procura loucamente olhando para os lados,
Eu me escondo por trás da parede de milhares palavras concretas.
Palavras escondidas, mas claras para quem sabe vos ler,
Por cima do arpoador, um poeta.
Ele e sua poesia frente ao mar.
E quem está lá?
A solidão, que perguntara a todos que passavam.
E no mais alto arpoador, a solidão foi expulsa.
O poeta, Bem...
Atirou-se na cama proposto a dormir por um dia,
E tudo ocorreu conforme a poesia...

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Rápida Mudança

Se reluz tudo o que era opaco,
E vai tomando conta do espaço,
Onde já fora um casebre sem móveis.

O coração preenche de coisas inimagináveis.
Cansado de ser puro, de ser oco.

E um simples toque, liga a felicidade.
E vai me fazendo feliz como eu não era antes.
Como eu não conseguia encontrar a felicidade.

E o ar onde hoje eu respiro fundo,
Antes era o meu sufoco, meu pulmão puro.

E o sol que me aquece com raios imensos,
Que me da um dia de diversão.
Já foi o fenômeno natural sem importância, uma simples mancha amarela no céu.

E antes a poesia magra, sem criatividade.
Se transforma numa poesia comum,
Como qualquer outro poeta pode escrever.
E se é, ou não. Não posso descrever.
Se foi pelo crescimento ou pela dor,
Garanto que toda a mudança.
Foi por causa do amor...

(Lucas Barbosa)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Queria saber, de tudo.
Não exatamente de tudo, mas o necessário
De tudo que me dê explicação de tudo.
De tudo que viva e de tudo que irá nascer.
Uma explicação de tudo que me faça sofrer...

(Lucas Barbosa)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Pés descalços

Pés sujos, descalços sem alguma proteção
Joelho, em pouco em pouco ardem no picadeiro da emoção
E assim, livre e sereno vou vivendo como jamais conseguia viver
De pés descalços, sem alguma proteção.

Sórdido como o mundo, frio como um coração batido
Batido com força, sem compaixão nem piedade,
Sem querer saber do outrora, nem do amanhã
Nem da leve e amarga gota salgada...

Como se algo sumisse de de minha vida,
Como se eu perdesse algo estranho que não conseguia ver.
Nem ver, nem olhar. Apenas sentir aquele leve despejo de magoas.

E o mundo me aperta, me sufoca.
Fico numa viela, sem água, sem comida.
De pés descalços sem alguma proteção.

Numa mentira incabível no coração
Num rascunho inútil, necessário apenas para sofrer...
E um amor passado a limpo, privilegiado de tudo.

E diante do todo o sigilo,
Percebo que o segredo foi compartilhado
E o melhor psicologo não me diz nada,
Apenas me da um encosto onde possa chorar e ser meu próprio psicologo...

De pés descalços e sujos,
Como um pé de uma criança brincando.
E de lá mesmo, nasce a poesia
Como um criança...
Necessitando de carinho.
Pôs, sozinho...
Me vejo triste.
De pés descalços sem alguma proteção...

(Lucas Barbosa)

sábado, 22 de outubro de 2011

Poesia na janela

Não quero escrever
Juro a você que não
A poesia me procura num espaço opaco
Frio, sem sentimentos, como um livro não lido.

A poesia me esconde de tudo, inclusive de mim
Não entendo, do mesmo jeito que não entendo meu coração
Um dia ta assim... Um dia não.
Sinceramente não mando nele.

E a quem me digas perdidos dizendo-me que pós cela no coração
Não... Ninguém manda nele, ninguém o guia.

Ando a ouvir céus, estrelas, mar, amor
Não me julgue nem me condene por tal absurdo
O mundo ta tão pra lá, que prefiro conversar com quem não me dê, resposta ao meu tamanho
Com quem não me iluda.

Sei lá, ando a escrever coisas que...
Sinceramente não sei, quando leio o que escrevo pergunto-me se foi eu quem escrevera tudo aquilo
Não, tudo não está no lugar, sei que não está. Mas ando como se estivesse.
Escrevo como se estivesse, mas não, não está no lugar.

A poesia que em mim flui, és a mesma que te diz te amo
É a mesma que me faz caminhar e dizer pra mim mesmo: Tudo está bem.
Tudo está bem! Mas nada está normal, nada mesmo.

E eu, aqui sentado. Escrevendo, como se estivesse dentro de um armagedom.
Mas não, to dentro de um amor, estrelando coisa inexplicáveis, vivendo coisas lindas.

O amor que me condena de alegria
A palavra que por um triz gera poesia

E a solidão de um dia normal
Ou um simples fato natural
Eu estou ali.
Guardado no amor...

(Lucas Barbosa)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Poesia de Amor

Eis aqui toda minha poesia concentrada na caneta,
Todo meu sentimento, reverso e inverso.
Contido num só papel.

Queria estar com você,
procuro uma forma de me sentar ao seu lado
de ouvir seu silêncio.
De alguma forma fazer-me presente em você


Ainda é noite, tudo escuro numa plena madrugada,
a poucos os passarinhos me acordam,
o galo me assusta e você me liga...
Me desejando bom dia, cariosamente.
Quando me dou conta, sorri...

Num simples bom dia ao acordar,
em um simples coração a amar.
Você. Meu mundo, minha poesia de amor...

(Lucas Barbosa)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Cai, cai estrela

Cai, cai estrela,
Mas cai devagar não machuca
Não machuca meus sentimentos
Cai, cai estrela

Estrela cadente que já poeta
Estrela luar, por trás dos pensamentos do profeta

Linda, brilhante, nunca vista por ninguém
Estrela dos sonhos, onde raros se vêem

Cai, cai estrela
Em direção à lua
Cai mas não flutua

Aterrissa onde meu sentimento está guardado
Não repara no meu estado.
Onde o fim é a partida
Onde só ela tem importância na minha vida

Cai, cai estrela
Cai aqui no meu coração
Cai, cai estrela
Me faz não pedir perdão

Sentado, não me iluda
No escuro, não me assusta

Cai, cai estrela
E mostra o amor para essa gente
Cai, cai estrela cadente...

(Lucas Barbosa)


sábado, 8 de outubro de 2011

A poesia de uma dor de cabeça

A dor de cabeça era avassaladora,
o mundo girava em torno de uma só pessoa
Em torno de mim,
Num retorno sem fim

Aquelas gotas de álcool despejando no copo
Embaralhavam minha mente em um só modo

Como um som de um lebre,
Como um frio a quem sente-se febre

Um Armagedom ocular
Um amor que não se pode amar
Um mal que faz bem...

Não me digas com ironia:
Você é um poeta
Não fale só por um dia,
Ou troque a fala por uma moeda.

As sereias com suas curvas
Hipnotizam o homem,
Como a poesia hipnotiza o leitor.

Na esquina ao lado
Uma burguesa,
Com a mão na mesa,
E num piscar de olhos...
Voltavo a ter minha avassaladora dor de cabeça...

(Lucas Barbosa)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Apenas aquele real

Pisei no chão do amor.
Toquei, sobre e entre as pétalas do amor frio.
Voei e pousei na área da dor.
Flutuei sobre sonhos lindos e nunca realizei nenhum deles.
Vi a barbaridade de um pesadelo
E acabei realizando quase todos.
Chorei por ter perdido uma pessoa, rir por ter perdido outra.
Chorei junto com uma folha branca,
Quis chorar pra escrever algo nesta folha branca.
Quebrei um lápis por não escrever nada,
Estraguei um lápis por escrever tudo.
Quis amar e respeitar a todos, 
Fiquei feliz por ganhar um real,
Fiquei triste porque ele está em extinção.
Não queria dois reais, ou cinco ou dez [...]
Queria aquele real que um dia me fez feliz,
Queria guardar aquele real, pouco me importa quanto ele pode comprar.
Com aquele real, eu comprei uma caneta,
Com aquela caneta eu escrevi minha primeira poesia,
Com aquele poesia eu fui onde não imaginava ir,
Com aqueles pensamentos eu fui fundo,
Com aquele real, acabei descrevendo o mundo...

(Lucas Barbosa)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Eu... Meus pensamentos

Eu já perdoei erros quase imperdoáveis,
Tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso,
Já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar,
Mas também decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger,
Já dei risada quando não podia,
Fiz amigos eternos. Amei e  fui amado,
Mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei.
Já gritei, pulei de tanta felicidade.
 Já vivi de amor e fiz juras eternas, “quebrei” a “cara” muitas vezes!
Já chorei ouvindo musica e vendo fotos. Já liguei só para ouvir uma voz, me apaixonei por um sorriso.
Já pensei que ia morrer de tanta saudade
 E tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)!
Mas vivi! E ainda vivo, não passo pela vida...
 E você também não deveria passar!
Viva! Bom mesmo é ir à luta com determinação. Abraçar a vida e viver com paixão. “Perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito para ser insignificante.”
Portanto viva a sua vida.

(Fabio Camões)