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domingo, 14 de outubro de 2012

O Brinquedo

Um sujo brinquedo velho
Cansado de ser maltratado
Um dos olhos já era cego
O braço vivia pendurado

As pernas então...
Já nem dobrava o joelho
Pobre do sujo brinquedo
Que só vivia no chão

Só sentia dor exterior
Não amava mais a boneca
Que um dia se apaixonou
Que lhe trocou por uma peteca

Viver já lhe era o bastante
A vida lhe deu muita pedrada
Com os erros só sofreu
Não deu pra aprender nada

Era um brinquedo estranho
Embora abrigue muita felicidade
Morava ao lado da crueldade
E em cima do espanto

Ele tanto abria portas
Quanto as fechava
Um dia era amor
Noutro só dor

Pobre do brinquedo
Que ninguém entendia
Hoje era doce, amanha azedo
Mudava de humor todo dia

Pobre do brinquedo
Que vivia de emoção
Por mais que fosse aceso
Mantinha uma escuridão

Depois de tanto desfecho
Apelidaram de coração...

(Lucas Barbosa)



segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Depois de longe

É triste um sorriso falso
A saudade desconforta
Me tira do peito o amor
E bate na tua porta
À procura de um consolo

Suas fotos são tudo que tenho agora
E um sorriso bobo que guardei
Por mais simples,
Foi dele que criei
Um sentimento puro
Que aos poucos me tomou
E não sonho outra coisa
Além de você nos meus braços

A distancia é a nossa balança
Você é o que me sustenta
O motivo do meu sorriso
Que é cada vez mais vivo
E dos choros também
Que cada lágrima
É a tu que dedico
Mesmo que seja de tristeza...

Não parece...
Mas, eu sinto sim
Amanha desaparece
Mas continua em mim

Sempre será o motivo do meu pensamento
É isso que nos mantém perto
Essa é a semente do nosso amor
Que sempre será regada

E a cada sua ausência
A saudade se debruça
E volto a amar-te
Pela tua convivência

(Lucas Barbosa)