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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Madrugada clara

Posso não perceber que estou choramingando aos poucos, mas reclamo baixinho uma coisa errado que há na certeza de dá certo. Engano a mim mesmo pra não sofrer, embriago meu coração a procura de um amor platônico: mas não acho. Faço escolhas erradas por que quero, na maioria das vezes porque sou tolo. Troco o certo pelo duvidoso, o carinho pela distancia, a presença pela saudade, o ciume pela desconfiança. Viro minha vida pro lado avesso, e em choros e as mínguas, um extremo vil gera em frente ao espelho. Madrugo por ódio, durmo por pena. Minha vontade é de dizer o que quero, quando quero, quando bem entender, mas o amor supera todo o ódio contido em minha cabeça. E a noite cai, e eu caio junto. Mentira não amo, quero amar mais não posso, sou poeta. Digno de sofrer acuado, egoísta com meus sentimentos. Mas quanto surge um sorriso que contagia o meu, sou um de vocês, pronto para amar.

(Lucas Barbosa)

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