Não nego. Também minha
Confesso que você tinha
Minha presença em sua rua
Exalaram-se nossos planos
Nas noites tuas me perdi
E nas tardes já me vi
Enrolado nos teus sonhos
Se vivi calmo por amor
Vivi eternamente grato
Nada fiz, que vestir um fardo
Que abriu um fulminante dor
Por fim já não existo
Por mais que vivo
Não deixo de viver
O que vivi contigo
Nas portas do prazer
(Lucas Barbosa)

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