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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Aspirar

Era uma noite fria, mas os corpos estavam soltos e isso tornava a noite mais fria ainda. As conversas eram pesadas, mas aquele momento não deixava de ser inesquecível, sussurro de choros, suspiros cada vez mais fugazes o coração cada vez mais apertado, o medo batendo como um tic-tac de um relógio. Sempre sentara ali para discutir as mesmas asneiras, as coisas insignificantes que desgastavam o sentimentos que ambos tinham um pelo outro.
Como todos, aquele puro sentimento que ia ficando cada vez mais vazio ia acabar, mas nenhum dos dois queriam, não que acabasse, mas da maneira que acabasse. E após a um ensejo de silêncio, o mais corajoso decide retomar a conversa e solta um "eu te amo". Nada melhor do que voltar ao normal do que um eu te amo depois de inúmeras desavenças. Passou-se dez minutos e eles voltaram a brigar, agora com tapas, abraços e beijos.

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