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domingo, 11 de março de 2012

Pernas da Amizade

O som vibra
E logo, some a luz
E em brasas corre meu corpo
Quando se conjuga
A palavra amizade.

Um relicário oculto
Onde? Cadê?
No baú...
No azul.
Escondido.

Feito estátua
Minha palavra paralisou
Ao lado do amor
Bem ao lado
Atrás da porta
Debaixo da cama.
Sumiu!

Silêncio é preciso
Não sei escuta-la
Senti-la, sim
Correndo em meu corpo
Sugando minha alma
Tão bobo, como a amizade.

Simples, viva!
Sem querer achar
Procurar, não faz sentido
E no mundo vivo
Se jogue de cabeça
Erguida, e só viva,

Parou,
Parou de dançar
O amor fugiu
A amizade também
Expeliu,
Acabou!

(Lucas Barbosa)

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