Pesquisar neste blog

sábado, 3 de março de 2012

Poesia de segundo


Ta aqui...
Sempre ao meu lado,
Como carta fora do baralho
Uma dor que em mim vive
Num espaço opaco, livre...

Nunca aqui,
Nunca livre
Presa em mim
E insiste...
e por fim,
Já não existe...

Muda,
Muda tudo pro diferente
Muda,
Calada e não sente nada.
Além da dor
E nos olhos, jarros d'água.

Água poluída
Imunda  no teu verbo
Pra sempre, espero
Espero sentado
Carregar este fardo
Pesado...

A poesia
Poesia de segundo,
Jogada pra fora.
Do mundo...
Do outrora


(Lucas Barbosa)

Nenhum comentário:

Postar um comentário