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sábado, 22 de outubro de 2011

Poesia na janela

Não quero escrever
Juro a você que não
A poesia me procura num espaço opaco
Frio, sem sentimentos, como um livro não lido.

A poesia me esconde de tudo, inclusive de mim
Não entendo, do mesmo jeito que não entendo meu coração
Um dia ta assim... Um dia não.
Sinceramente não mando nele.

E a quem me digas perdidos dizendo-me que pós cela no coração
Não... Ninguém manda nele, ninguém o guia.

Ando a ouvir céus, estrelas, mar, amor
Não me julgue nem me condene por tal absurdo
O mundo ta tão pra lá, que prefiro conversar com quem não me dê, resposta ao meu tamanho
Com quem não me iluda.

Sei lá, ando a escrever coisas que...
Sinceramente não sei, quando leio o que escrevo pergunto-me se foi eu quem escrevera tudo aquilo
Não, tudo não está no lugar, sei que não está. Mas ando como se estivesse.
Escrevo como se estivesse, mas não, não está no lugar.

A poesia que em mim flui, és a mesma que te diz te amo
É a mesma que me faz caminhar e dizer pra mim mesmo: Tudo está bem.
Tudo está bem! Mas nada está normal, nada mesmo.

E eu, aqui sentado. Escrevendo, como se estivesse dentro de um armagedom.
Mas não, to dentro de um amor, estrelando coisa inexplicáveis, vivendo coisas lindas.

O amor que me condena de alegria
A palavra que por um triz gera poesia

E a solidão de um dia normal
Ou um simples fato natural
Eu estou ali.
Guardado no amor...

(Lucas Barbosa)

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