Por dentro guardado e amarrado
Ela se expande no papel.
E no céu, sinais de verão
No céu, a linda primavera
A linda primavera no chão.
A poesia onde do mundo foi tirada
E da hipocrisia escondida
Da mão suja, lavada
Da língua limpa, fedida.
E a gestação no papel
Coberto pelo véu
Do branco do papel
A poesia de mim extraída
Que em mim é vivida
e criada com amor...
De mim, não se encontra nada
além dos versos e poemas.
A luxuria, avareza, vaidade, é vendada
Para a poesia ser tirada.
A poesia que vivi e cria em mim
Seja de tristeza ou de alegria
O habitat natural da poesia...
(Lucas Barbosa)
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