Entrei numa máquina do tempo, dancei nas auroras e cheguei aonde eu nunca deveria ter saído, onde tudo era mais simples, onde a "ferida" só era do joelho e poderia ser curada com qualquer remédio que doía por fora, e alimentava por dentro. Hoje tudo ficou ao contrário.
E aquelas fotos, que hoje não passam de papeis, se espalhavam no chão e formava um colchão onde eu me deitara e sonhava de olhos abertos, esbugalhados.
A saudade era inacessível, o exaspero vinha à cavalo. Entulhei-as na caixa onde estavam, guardei aquele mundo de emoções perdidas, já não perdidas. E voltei para o agora, que não tem pressa nenhuma. Que sentirei saudades um dia.
(Lucas Barbosa)
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