Parece um tanto quanto estranho te olhar. Como se eu sentisse a mesma sensação de olhar no espelho, mas agora sem ser me visto. Olhasse minha alma, (que sempre tive uma sensação estranha que tinha um pedaço dela perdida, uma banda vagando, flutuando.)
Tão estranho que meu coração parece que te olha também e dispara, perde o sentido, e responde por si só.
Era uma imagem sem sentido, todas elas. E eu cada vez mais me focando em cada gesto seu, cada palavra, cada ângulo. E por poucos segundos esquecia de mim, esquecia que eu tava ali, e que aquele momento eu estava sendo abundantemente ridículo.
E era mágico, gigantesco.
Te olhar parecia engraçado, mas eu ria por ver tanta perfeição em um ser imperfeito. E eu mergulhava naquela sensação amorosa que se tornava cada vez mais fútil.
Sim, eu estava sendo um completo inepto. Mas só por alguns minutos, até meu corpo tomar conta de minha alma e encostar ao teu, e assim me afagando, usufruindo cada momento de volúpia, que perco os sentidos, horas. Foi me perdendo que eu te achei...
(Lucas Barbosa)
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